Marô Barbieri no Confraria Reinações

A Confraria Reinações reúne, mensalmente, escritores e leitores de literatura infantil e juvenil, a fim de debater a produção literária voltada às crianças e aos adolescentes, destacando seu espaço e importância na formação de público leitor e seu caráter de Arte.

Em 2010, Marô Barbieri foi o destaque, e aqui vamos salientar algumas interessantes passagens:

Marô Barbieri - Contação no Sarau Reinações em 2008

Marô Barbieri – Contação no Sarau Reinações em 2008

PERGUNTA: Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?

Marô Barbieri: A literatura para jovens é mais uma das consequências da valorização da criança no mundo moderno. Descobriu-se que a criança, em suas características e especificidades, pode tornar-se leitor e consumidor de livros muito mais cedo do que se pensava. E que há formas de contar histórias que podem favorecer esta leitura.
Esta nova forma, distanciando-se dos relatos não literários dos antigos contos maravilhosos, passou a exigir dos escritores uma nova perspectiva e um compromisso efetivo com a arte da palavra. E vários deles investiram neste novo tipo de texto. Que nem é tão novo assim, mas que exige cuidado, sensibilidade e – principalmente – respeito à criança leitora. Um texto claro, luminoso, inventivo e sem limites para a imaginação, no caso das histórias fantásticas para os menores, e de um retrato sensível, reinventado da realidade, para o adolescentes.
Talvez por isso a literatura para jovens tenha adquirido tanta importância no cenário cultural contemporâneo.

P: O que é, na sua opinião, qualidade quando se pensa textos que se destinam à criança e/ou ao adolescente?

Marô Barbieri: Vou transcrever aqui um texto que mandei para o livro da escritora Ieda de Oliveira: A qualidade no texto de literatura infantil e juvenil – a palavra do escritor
“(…)
O texto literário está em outra dimensão da linguagem, não basta escrever com clareza e precisão. Outra relação é necessária: o texto literário exige compromisso. Um compromisso que implica em uma séria relação com a estética, com a construção intencional, laboriosamente estruturada, com a beleza da sonoridade, da cadência, da fluidez.
Literatura é uma arte que usa como material de trabalho a palavra. Portanto, para escrever literatura é preciso amar a palavra. É preciso conhecê-la muito bem, é preciso lidar com ela com a espontaneidade que só uma profunda convivência permite.
(…)
Neste novo século, a produção de literatura para jovens vem tomando esta feição. Escritores e ilustradores tornaram-se mais competentes, mais cuidadosos e mais qualificados. A cada nova história publicada, aumenta o desafio da descoberta. A cada poema que surge, a cada nova voz, timbre, nuance, mais aumenta a responsabilidade do escritor.
Porque uma obra literária, mesmo que feita para iluminar o universo infantil e juvenil, deve ser, antes de tudo, uma obra feita para qualquer leitor, um peça de arte, onde a qualidade do trabalho com a palavra não é apenas obrigatória, é a alma mesma do texto e da relação que se vai construir com o leitor.
Portanto, quando a palavra é trabalhada, amada e respeitada, o resultado é a qualidade do texto.”

continue lendo aqui: http://confrariareinacoes.blogspot.com.br/2010/11/palavra-de-confrade-14-maro-barbieri.html

Anúncios

Marô Barbieri conta histórias na creche Gente Miúda

Para comemorar o início do mês da criança, a Escola Municipal de Educação Infantil Gente Miúda realizará uma hora do conto com a professora e escritora Marô Barbieri, no dia 27 de setembro, às 14h30min, na escola.

O objetivo do trabalho é aproximar as crianças dos livros e mostrar que diversão não se faz apenas com brinquedos. Os alunos representarão uma das obras da autora. O livro escolhido para o trabalho foi “A fada que colecionava manhãs”, lançado em 2010. Em textos poéticos, o livro conta a história de uma fada que se encantou pelas manhãs.
A contadora de histórias Marô Barbieri reside em Porto Alegre e é natural de Bento Gonçalves. Ela já foi presidente da Associação Gaúcha dos Escritores (Ages) por três gestões, patrona de feiras do livro em 15 cidades gaúchas e lançou mais de 20 livros de temática infantil e infanto-juvenil, além de ter participado de diversas antologias. (VBR)

via http://www.jornalibia.com.br/pagina.php?cont=materia&categ=1&secao=80&id=6772

Ouça o poema “A menina”

Ouça o poema “A menina”

Marô Barbieri lê o poema “A menina”, de Ricardo Silvestrin, do livro “Conversa com verso”, no quadro “Momento IEL” do programa Tons & Letras da Rádio FM Cultura (107.7)

Programa veiculado em 11/08/2012.