Caio é especial. E Marô também.

com meu amigo Caio Riter

Marô Barbieri e Caio Riter

“Antes de a Marô Barbieri ganhar espaço especial em minha galeria de afetos, eu já sabia que ela existia, e muito aprendi em seus cursos. Depois, o carinho foi acréscimo. Pessoa especial, de amizade e parcerias. É para ela esse “Trenzinho caipira”, de Heitor Villa Lobos, na voz de Ney Matogrosso.
Da série “Música para os amigos – 10ª edição”

Caio Riter

Marô Barbieri de um jeito um pouco diferente

Marô Barbieri, pelo fotógrafo e escritor Leonardo Brasiliense. O objetivo era mostrar cada escritor de um modo muito diferente do que ele costuma ser. No meu caso, uma foto dramática em que eu esfaqueio o leitor. Logo eu, que sou praticamente uma flor de civilidade...

Marô Barbieri, pelo fotógrafo e escritor Leonardo Brasiliense. 

Esta foto faz parte de uma exposição organizada pela Laís Chaffe e pelo fotógrafo e escritor Leonardo Brasiliense. O objetivo era mostrar cada escritor de um modo muito diferente do que ele costuma ser. No meu caso, uma foto dramática em que eu esfaqueio o leitor. Logo eu, que sou praticamente uma flor de civilidade…

 

Marô Barbieri por Caio Riter

Linda homenagem do meu amigo e escritor, Caio Riter.

com meu amigo Caio Riter

com meu amigo Caio Riter

“Marô é daquele tipo de pessoa quixotesca. Não no sentido de ser meio amalucada e de sair lutando contra moinhos de vento. Não. Marô Barbieri é próxima ao personagem de Cervantes em sua garra, em sua capacitade de sonhar e transformar sonhos em possibilidades. Bacana, também, que ela não sonha sozinha. Carrega aqueles que sonham como ela ao lado, abre portas, estende pontes, e vai se tornando referência quando se pensa a literatura feita para crianças.
Faz alguns anos que cruzei pela primeira vez com a Marô Barbieri, ela, com certeza, nem lembra. Eu era apenas mais um dos tantos professores participantes de um curso sobre a magia dos contos de fadas.
Lembro que analisamos as várias características dos clássicos textos, lembro que montamos caldeirões de bruxas, castelos de príncipes e princesas; mas o que mais me encantou naquele momento foi o brilho no olhar daquela mulher que falava de literatura, com amor, com verdadeiro encantamento. E, mais, literatura feita para crianças.
Aquele que escreve para os pequenos e nascentes leitores é também fada, é ser encantado que faz com que as palavras literárias sejam possibilidade de broto no coração de novos homens, de novas mulheres.
A Maria Eunice Barbieri, a Marô — como é conhecida por seus tantos leitores e também por seus afetos — é fada. É fada por que acredita na transformação que a literatura pode operar no dentro de cada um, é fada por que distribui, por todos os cantos, suas palavras de amor à literatura; quer em seminários; quer em palestras; quer em encontros com os mais pequenos; quer como escritora; quer como patrona de tantas feiras; quer como professora, que vai semeando no coração de outras e tantas professoras a sua verdade: A leitura é necessária, é fundamental.
Marô criou fóruns, criou encontros internacionais de contação de histórias, foi presidente da AGES, dinamizando a entidade, e já aprontou tantas outras façanhas, que até nome de biblioteca virou: uma em Morro Reuter, outra em Santa Maria do Herval.
E em sua trajetória, iniciada há muito, a professora foi cedendo espaço para a contadora de histórias, que foi cedendo espaço para a escritora, que foi inventando histórias e criando personagens inesquecíveis no imaginário infantil, tais como a Tinoca Minhoca, a formiga-bruxa Zica, A caneta falante, a bolinha que não sabia pular, a princesa que não sabia chorar, o João com seus olhos repletos de magia. Muitos e tantos personagens, muitos e tantos livros, muitos e tantos leitores que, no contato com sua dedicação à literatura, foram se tornando leitores.”
(foto: Luís Ventura)