Marô Barbieri por Caio Riter

Linda homenagem do meu amigo e escritor, Caio Riter.

com meu amigo Caio Riter

com meu amigo Caio Riter

“Marô é daquele tipo de pessoa quixotesca. Não no sentido de ser meio amalucada e de sair lutando contra moinhos de vento. Não. Marô Barbieri é próxima ao personagem de Cervantes em sua garra, em sua capacitade de sonhar e transformar sonhos em possibilidades. Bacana, também, que ela não sonha sozinha. Carrega aqueles que sonham como ela ao lado, abre portas, estende pontes, e vai se tornando referência quando se pensa a literatura feita para crianças.
Faz alguns anos que cruzei pela primeira vez com a Marô Barbieri, ela, com certeza, nem lembra. Eu era apenas mais um dos tantos professores participantes de um curso sobre a magia dos contos de fadas.
Lembro que analisamos as várias características dos clássicos textos, lembro que montamos caldeirões de bruxas, castelos de príncipes e princesas; mas o que mais me encantou naquele momento foi o brilho no olhar daquela mulher que falava de literatura, com amor, com verdadeiro encantamento. E, mais, literatura feita para crianças.
Aquele que escreve para os pequenos e nascentes leitores é também fada, é ser encantado que faz com que as palavras literárias sejam possibilidade de broto no coração de novos homens, de novas mulheres.
A Maria Eunice Barbieri, a Marô — como é conhecida por seus tantos leitores e também por seus afetos — é fada. É fada por que acredita na transformação que a literatura pode operar no dentro de cada um, é fada por que distribui, por todos os cantos, suas palavras de amor à literatura; quer em seminários; quer em palestras; quer em encontros com os mais pequenos; quer como escritora; quer como patrona de tantas feiras; quer como professora, que vai semeando no coração de outras e tantas professoras a sua verdade: A leitura é necessária, é fundamental.
Marô criou fóruns, criou encontros internacionais de contação de histórias, foi presidente da AGES, dinamizando a entidade, e já aprontou tantas outras façanhas, que até nome de biblioteca virou: uma em Morro Reuter, outra em Santa Maria do Herval.
E em sua trajetória, iniciada há muito, a professora foi cedendo espaço para a contadora de histórias, que foi cedendo espaço para a escritora, que foi inventando histórias e criando personagens inesquecíveis no imaginário infantil, tais como a Tinoca Minhoca, a formiga-bruxa Zica, A caneta falante, a bolinha que não sabia pular, a princesa que não sabia chorar, o João com seus olhos repletos de magia. Muitos e tantos personagens, muitos e tantos livros, muitos e tantos leitores que, no contato com sua dedicação à literatura, foram se tornando leitores.”
(foto: Luís Ventura)

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Projeto que compreende livro e CD traz releituras das cirandas de Villa-Lobos

Olinda Allessandrini, Clara Pechansky e Marô Barbieri – Foto Andrea Graiz Agencia RBS

Fábio Prickladnickifabio.pri@zerohora.com.br

Pesquisador obstinado, Villa-Lobos (1887 – 1959) percorreu o país em busca dos folclores locais com o objetivo de compor um painel da cultura nacional.

Um dos resultados de suas viagens foi uma série de 16 peças para piano inspiradas nas cirandas, entre elas Terezinha de Jesus,  A Canoa Virou e O Cravo Brigou com a Rosa.

As melodias, que remetem às cantigas de ninar e às brincadeiras de roda, foram retrabalhadas em composições dotadas de uma complexidade nada pueril.

Foi essa passagem da infância para o mundo adulto que impressionou a compositora Olinda Allessandrini, a escritora Marô Barbieri e a artista plástica Clara Pechansky. Juntas, elas registraram suas releituras no livro Cirandas de Villa-Lobos – Reivenções. Cada ciranda inspirou uma ilustração de Clara e um conto de Marô. Em um CD que acompanha o volume, Olinda interpreta as 16 peças para piano, em gravação realizada em Berlim. O recital de lançamento será nesta segunda, às 19h30min, no StudioClio, em Porto Alegre, com a execução das composições, com a leitura dramática dos contos e com a projeção das ilustrações em um telão.

– Estre trabalho foi a consolidação de um pensamento que sempre tive: Villa-Lobos é genial. Na Europa, ele seria colocado ao lado de Stravinsky, Debussy e Bartók – afirma Olinda.

O projeto tomou cerca de um ano de trabalho das autoras. Clara observa:

– Nunca me ocorreu que as cirandas do Villa-Lobos fossem para crianças. São peças trágicas, dramáticas.

Marô acrescenta:

– Villa-Lobos é tão completo, criativo e inovador, que merecia ser mais conhecido no Brasil. Um dos objetivos do trabalho foi fazer com que sua obra pudesse circular.

No livro Cirandas de Villa-Lobos – Reinvenções, a pianista Olinda Allessandrini, a escritora Marô Barbieri e a artista plástica Clara Pechansky criam “reinvenções” da série de 16 peças para piano do compositor. Além da execução das obras, gravadas por Olinda no CD inserido no volume, há contos e ilustrações inspirados nas cirandas. Enquanto Clara busca uma chave entre o abstrato e o figurativo nas imagens, Marô elabora ficções livremente inspiradas na música. No recital de lançamento, às 19h30min, no StudioClio, o livro estará à venda por R$ 100 (incluindo o valor do ingresso). Confira a trajetória das autoras:

Olinda Allessandrini

Uma das mais destacadas pianistas em atividade no Estado, Olinda se apresenta como recitalista e como solista. Já se apresentou em países como Itália, Bélgica e Noruega e realizou turnês nos Estados Unidos e na Alemanha. Tem diversos discos gravados, entre eles Pampiano (2004), com obras de compositores da região do Prata, e Ébano e Marfim(2005), com composições de Ernesto Nazareth e Scott Joplin. Também tem CDs dedicados a Villa-Lobos, Radamés Gnattali e Araújo Vianna.

Clara Pechansky

Artista plástica com trabalhos em pintura, desenho e gravura, Clara Pechansky assina ilustrações para livros, jornais e revistas. Também tem atuação na área da produção cultural _ criou os projetos Artistas da Vida (com Liana Timm) e Minarte, entre outros. Clara participou de mais de 80 bienais e trienais de desenho e gravura e tem trabalhos expostos em diversos países. Em 2001, o livro Variações Sobre o Enigma, sobre sua trajetória, ganhou o Prêmio Especial do Júri do Açorianos de Literatura.

Marô Barbieri

Escritora com 25 livros de literatura infantil publicados, Marô também é professora, além de atuar na formação de mediadores de leitura. Em 2004, foi vencedora do Prêmio Livro do Ano, concedido pela Associação Gaúcha de Escritores, na categoria infantil, comPestiloide e o Sumiço da Chuva. Entre os títulos que escreveu, estão A Fada que Colecionava ManhãsSegredos de Jardim e Tinoca Minhoca. Marô foi patrona de 14 feiras do livro em cidades do Rio Grande do Sul.

 

Projeto que compreende livro e CD traz releituras das cirandas de Villa-Lobos

 

Bate-papo em Novo Hamburgo

Marô Barbieri esteve nesta quinta, dia 29 de novembro, para conversar com a garotada, que esteve passeando pela 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. “Foi muito bom conhecer os pequenos leitores da 30a Feira do Livro de Novo Hamburgo!”.

 

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Bate-papo em Novo Hamburgo

Na próxima quinta-feira, dia 29, Marô Barbieri estará presente na 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo, para um divertido bate-papo. Pela manhã às 10h, e à tarde, às 14h. No Teatro Pachoal Carlos Magno, apareçam!

Novo livro de Marô Barbieri, onde encontrar:

O livro “Cirandas de Villa-Lobos -Reinvenções” está à disposição para venda no StudioClio, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

Também através da página do StudioClio na internet, podendo ser entregue por motoboy (R$ 12,00) ou pelo correio (R$ 10,00).
StudioClio – Núcleo Hermes de Comunicação
(51) 3254 7200 / (51) 9361 5259
http://www.studioclio.com.br

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Lançamento do livro “Cirandas de Villa Lobos – Reinvenções

Cirandas – cantigas de roda, infantis, ingênuas e delicadas? Não na concepção de Villa-Lobos, que em sua série “Cirandas” transforma as cantilenas em peças musicais de forte apelo dramático.

Lançamento dia 23 de novembro, segunda-feira, às 19h30 no Studio Clio, Porto Alegre

Em um trabalho pioneiro, reúnem-se a escritora Marô Barbieri, a artista plástica Clara Pechansky, e a pianista Olinda Allessandrini, que reinventam os “Cirandramas” criados por Villa-Lobos, mantendo o mesmo senso estético que norteou o compositor. O grupo lança, no StudioClio, o livro “Cirandas de Villa-Lobos – Reinvenções”, peça inspirada no legado de Villa-Lobos e composta por ilustrações, minicontos e CD da obra musical.Cirandas – cantigas de roda, infantis, ingênuas e delicadas? Não na concepção de Villa-Lobos, que em sua série “Cirandas” transforma as cantilenas em peça

Homenagem para Marô Barbieri: Escola Presidente Vargas

Encontrei uma linda homenagem, feita pelas professoras da biblioteca da Escola Presidente Vargas, em Porto Alegre. Vejam clicando aqui.